domingo, 6 de setembro de 2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

REFLEXO CONDICIONADO CLÁSSICO





O conceito de reflexo condicionado surge com o fisiologista russo Petrovich Pavlov (1849-1936) por meio das observações de seus estudos que buscava a soluções de alguns problemas ligados à função cerebral.


Seus experimentos caminhavam em direção aos estudos referentes ao reflexo salivar de cães no mecanismo da alimentação. Entretanto, o nobre fisiologista observou durante suas análises que o cão salivava não somente quando a comida ia a boca e se iniciava então o processo de mastigação, mas também quando outros estímulos estavam envolvidos.


Não entendeu como apenas a visualização do seu cuidador o cão começasse a produzir saliva. Compreendeu que um estímulo inicialmente neutro tornou-se ativo e saiu em busca da investigação dos mecanismos envolvidos nesse processo. Levando-o a desenvolver um método experimental para se estudar como ocorriam novas aquisições estímulos-respostas.


Assim, era constituído basicamente seu experimento:


Inicialmente, o cão foi colocado em um evento apropriado para aferição da saliva e deixou-se adaptar até que pudesse eliminar estímulos exteriores que interfeririam nos resultados experimentais.


Desenvolveu um método onde teria a comparação quantitativa da saliva antes e depois dos estímulos e a partir dos resultados adquiridos desenvolver suas conclusões.


Primeiramente, se mede a quantidade de saliva do cão quando lhe é oferecida somente a comida. No segundo momento, afere-se a quantidade de saliva do cão quando este ouve somente uma campainha e nada ocorre tendo somente um sinal de alerta por parte deste.


Posteriormente, toca-se a campainha e no instante seguinte oferta-se a comida ao cão. Este processo deve ser realizado de forma a termos o menor ∆t possível para que seja possível a ocorrência do mecanismo de associação.


E na fase final do experimento temos somente a campainha sendo acionada ao cão para que se possa observar a produção e quantidade de saliva.


Pavlov, então conclui pelas suas análises e observações que após passar pela metodologia empregada o cão ao ouvir a campainha começava a salivar.


Mas, não nada havia terminado. Após um tempo o cão ia diminuindo sua resposta ao estímulo chegando mesmo à extinção da resposta. O que leva Pavlov a iniciar uma segunda etapa de sua investigação o que permite concluir que não basta que produzamos uma resposta ao estímulo, mas que o reforcemos até que possa se tornar um reflexo incondicionado como tantos outros que já conhecemos.


Precisamos lembrar que os reflexos ocorrem em decorrência do funcionamento do sistema nervoso autônomo (SNA) constituído por Sistema nervoso simpático (SNS) e sistema nervoso parassimpático (SNP) onde um atua como ativado da ação e outro como seu antagonista.


Lembramos aqui que o reflexo respondente está relacionado diretamente a um estímulo específico.
Este princípio muito contribui para o amadurecimento da psicologia no âmbito da ciência, uma vez que trouxe a conclusão de que uma série de comportamentos humanos podem ser um produto final de substituições inumeráveis de estímulos.


Um forte abraço à todos,
Iyanla Luiza Martins :)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Que Universo é esse?


A Psicologia é a ciência da alma, ou da psique, ou da mente, ou do comportamento. Refere-se, na verdade, a um conjunto de funções que se distinguem em três grandes vias: a via ativa (movimentos, instintos, hábitos, vontade, liberdade, tendências, e inconsciente); a via afetiva (prazer e dor, emoção, sentimento, paixão, amor); e a via intelectiva (sensação, percepção, imaginação, memória, idéias, associação de idéias). Estas três vias articulam-se em grandes sínteses mentais, tais como: atenção, linguagem e pensamento, inteligência, julgamento, raciocínio e personalidade (Meynard, 1958). Estas funções também são conhecidas como cognitivas, afetivas e conativas. As cognições são as capacidades do intelecto, as afeições são os sentimentos e emoções, e a conação refere-se as nossas atividades, que são as respostas expressivas ou comportamentais. A conação como uma expressão de si para o outro traz sempre implicações, sejam boas ou más.






Sabemos que a nossa história de vida caracteriza-se por um longo desenvolvimento físico e mental. Este desenvolvimento pode encontrar, em sua trajetória, fatores favoráveis e desfavoráveis. Ele recebe influências dos grupos sociais que nos envolvem em diferentes camadas e de diferentes modos. O desenvolvimento psicológico consiste na formação gradativa de sínteses mentais.


Estas sínteses expressam-se no nosso modo de ser e de agir que juntamente com nossas características herdadas constituem a personalidade. Pode-se dizer, então, que o estudo da psicologia organiza-se: no interesse do conhecimento das funções psicológicas básicas em suas três vias; no interesse de saber como estas funções se desenvolvem; no interesse de saber o que é facilitador ou impeditivo deste desenvolvimento (Seriam ambientais? Seriam neurofisiológicos? Seriam restrito a área dos afetos? Seriam problemas na formação de hábitos? Seriam existenciais? Seriam comportamentais? Seriam cognitivos? Seriam sócio-econômicos? Seriam ecológicos?); no interesse de saber como propor tratamentos para os fatores impeditivos do desenvolvimento em todas as fases da nossa vida (pré-natal, infância, adolescência, adulto jovem, adulto, envelhecimento e morte).


A psicologia interessa-se ainda pelo ambiente em que vivemos, pelo arquitetura de nossa casa, pela organização da nossa cidade (vida comunitária, trânsito, ruídos, violência), por nosso desempenho na escola, pelo modo como os professores desenvolvem suas tarefas, pela nossa escolha profissional, pelo nosso relacionamento com a família e com os amigos, pela nossa adaptação e satisfação profissional, pela escolha de nossos parceiros afetivos (namoro, casamento, divórcio, relacionamento com os filhos) e pelos nossos desapontamentos e frustrações. O melhor modo de obter este conhecimento e de transformá-lo em ferramentas de atuação profissional é motivo de muita polêmica e inspiração para uma grande proliferação de teorias. Em outras palavras, ainda temos muito o que aprender sobre a complexidade deste homo sapiens sapiens.


A psicologia que conhecemos hoje é o resultado da confluência de preocupações e métodos oriundos da filosofia e da fisiologia. Todas as funções psicológicas decorrem de processos orgânicos. Avanços nos campos da genética, neurofisiologia e bioquímica trouxeram importantes esclarecimentos sobre processos psicológicos básicos como, por exemplo, hereditariedade, agressividade, depressão e ansiedade. Por outro lado, o modo como formulamos perguntas, encaminhamos modos de resposta e organizamos nosso conhecimento é muito influenciado por toda a história da filosofia.


Sejam todos muito bem-vindos a este maravilho UNIVERSO. :)


Um beijo à todos,

Iyanla Luiza Martins :)